FARIDA AMADOU / FERNANDO RAMALHO
April 29th
BARREIRO MUNICIPAL LIBRARY
21h30
6€ / 3€
Farida Amadou
A major European revelation in the fields of improvisation, jazz and noise, Brussels bassist Farida Amadou belongs to the lineage of great self-taught musicians who are able to reconfigure, almost completely, not only the role of their instruments but also the way to play them, the timbres they extract from them, and the internal logic of their musical constructions.
Munida de apenas um baixo elétrico, amplificador e menos de meia-dúzia de pedais de efeitos, Farida tem vindo, sobretudo desde o ano de 2018, quando iniciou um duo de longo curso com o mágico baterista britânico Steve Noble (vimo-lo no Barreiro em concerto inesquecível com Peter Brotzmann, no OUT.FEST 2016), a afirmar uma nova musicalidade para este instrumento num contexto - o da improvisação livre - em que é ainda rara a oportunidade para que brilhe.
Com um currículo impressionante para uma artista tão jovem (já tocou com, para além de Noble e do próprio Brotzmann, gente como Linda Sharrock, Ava Mendoza, Mette Rasmussen ou Thurston Moore, por exemplo, tendo ainda feito parte da banda punk Cocaine Piss), chega pela primeira vez ao Barreiro para nos ajudar a ouvir a magia que se esconde - sem que muitas vezes o imaginemos - em todo o corpo que sustenta as quatro cordas.
Fernando Ramalho
Um dos excelentes músicos que vivem - e com que felicidade o dizemos - no Barreiro, e também - e com maior regozijo ainda o afirmamos - um dos que por cá mais procuram (e vão alcançando) uma linguagem só sua, feita de caminhos trilhados pelo eterno precipício das primeiras vezes.
Through his guitar (sometimes acoustic, but mostly electric), prepared using many different techniques and objects, Fernando Ramalho, much like Farida Amadou, explores the possibilities of the instrument as a complete body, of music as nothing less than sound, of free improvisation as discovery, but also an homage to founding figures (with his version of Alvin Lucier’s seminal piece “I am sitting in a room”, who left us just a few months ago, as an example), as an exercise in appropriation and existential understanding of the role of the creator. A follower and cultivator of every form of poetic expression, that game of understandable beauty and incommunicable underground is revealed in his music, in every release and concert.
Dokumenta filmo kaj marĝena muziko
Cinema Documental e as Músicas das Margens
Documentary film & the musical fringes
SONICA EKRANO is a new documentary film festival dedicated to the music, musicians, sounds and movements at the edges of massification and popularity.
Se, num panorama nacional de muitos e bons festivais de cinema, é ainda assim difícil encontrar a música como protagonista principal, o que dizer das “outras músicas”? Como chegar a filmes excepcionais que retratam artistas, sons e movimentos locais e globais que tantas vezes passam por entre os interstícios da ampla oferta audiovisual dos nossos dias? É longe dos holofotes mediáticos que tantas vezes se vai criando a história - tanto no presente como em passados que, por vezes, demoram décadas a ser (re)conhecidos.
The first edition of this festival creates a new space to provide the opportunity to watch cinematic works which remain (even in an age of digital platforms with on-demand content) hard to access, contributing to an increased audiovisual inclusiveness, striving to present a diversity of geographies and strike a balance between historical perspective and contemporary narratives.
The name SONICA EKRANO, written in Esperanto (meaning “Sound Screen” in English), seeks to reflect both music and cinema as “universal languages”, while also honouring the strong esperantist tradition in the south bank of the Tagus river, particularly in Barreiro and Baixa da Banheira (part of the Moita municipality), which will host the festival between September 9th and 18th.
Through the course of the 13 sessions, divided between the José Manuel Figueiredo Cultural Forum (9th to 12th), the Barreiro Municipal Library (13th to 16th) and the Augusto Cabrita Municipal Auditorium (17th and 18th), we’ll present an equal number of feature-length films, all of which made after 2015, almost half of them being shown in Portugal for the first time. Have a look at the programme we prepared for this event, and live it closely, in the right bank of the Tagus.
All the information available at www.sonicaekrano.com
"Solo Infértil" de Camila Vale
Free admittance subject to a prior reservation made by e-mailing info@outra.pt
Mandatory mask usage
2021 / 40 minutes
Cor 16:9 HD, Stereo
When something odd goes on in the soil, Laura and Miguel's curiosity blooms. The siblings' fascination with the inexplicable colors of the earth, and the secrets hidden by the past, leads them to create an harmony for their dissonant reality in the space they live in. Between disquiet and discovery, one can tell that the world, in these children's eyes, can be a place to imagine, even when nearing its end.
Team
Script, Directing and Editing: Camila Vale
Direction and editing assistant: Margarida Albino
Director of photography: Mário J. Negrão
Image and production assistant: Helder Menor
Sound recording: André Neves
Sound design and sound post-production: Pedro Tavares
SE UMA ÁRVORE CAIR – Filme - Grupo Recreativo da Quinta da Lomba
Anos 50, interior de Portugal. É o auge da campanha do trigo, e a versão portuguesa do arbeit macht frei arrasta milhões de cidadãos para um êxodo. Começaria a Guerra Colonial dentro de menos de uma década e as transformações profundas na Europa tardavam a chegar ao Retângulo.
2018, Alto do Seixalinho. Num qualquer café, três netos desse êxodo decidem encaixar o material num Opel Corsa e seguir pelo país à procura daquilo de que os seus avós fugiram, daquilo que os seus pais lhe contaram, daquilo que faz com que na nossa existência urbana sejamos todos de qualquer outro lado menos daqui.
Se Uma Árvore Cair leva-nos numa viagem por três sítios do interior, a aldeia de Paiágua, perdida nas serras da beira, o Rosmaninhal na planície arraiana e a cidade de Serpa, na margem esquerda do Guadiana. Por estes três locais, gravam o que ouvem, filmam o que veem e falam com quem por lá fica, à procura de uma coisa que ninguém sabe o que é mas de que nenhum tem dúvidas que só lá o pode encontrar.
SE UMA ÁRVORE CAIR – Filme - Santoantoniense Futebol Clube
Anos 50, interior de Portugal. É o auge da campanha do trigo, e a versão portuguesa do arbeit macht frei arrasta milhões de cidadãos para um êxodo. Começaria a Guerra Colonial dentro de menos de uma década e as transformações profundas na Europa tardavam a chegar ao Retângulo.
2018, Alto do Seixalinho. Num qualquer café, três netos desse êxodo decidem encaixar o material num Opel Corsa e seguir pelo país à procura daquilo de que os seus avós fugiram, daquilo que os seus pais lhe contaram, daquilo que faz com que na nossa existência urbana sejamos todos de qualquer outro lado menos daqui.
Se Uma Árvore Cair leva-nos numa viagem por três sítios do interior, a aldeia de Paiágua, perdida nas serras da beira, o Rosmaninhal na planície arraiana e a cidade de Serpa, na margem esquerda do Guadiana. Por estes três locais, gravam o que ouvem, filmam o que veem e falam com quem por lá fica, à procura de uma coisa que ninguém sabe o que é mas de que nenhum tem dúvidas que só lá o pode encontrar.
SE UMA ÁRVORE CAIR – Filme - Associação de Acção dos Reformados do Barreiro
Anos 50, interior de Portugal. É o auge da campanha do trigo, e a versão portuguesa do arbeit macht frei arrasta milhões de cidadãos para um êxodo. Começaria a Guerra Colonial dentro de menos de uma década e as transformações profundas na Europa tardavam a chegar ao Retângulo.
2018, Alto do Seixalinho. Num qualquer café, três netos desse êxodo decidem encaixar o material num Opel Corsa e seguir pelo país à procura daquilo de que os seus avós fugiram, daquilo que os seus pais lhe contaram, daquilo que faz com que na nossa existência urbana sejamos todos de qualquer outro lado menos daqui.
Se Uma Árvore Cair leva-nos numa viagem por três sítios do interior, a aldeia de Paiágua, perdida nas serras da beira, o Rosmaninhal na planície arraiana e a cidade de Serpa, na margem esquerda do Guadiana. Por estes três locais, gravam o que ouvem, filmam o que veem e falam com quem por lá fica, à procura de uma coisa que ninguém sabe o que é mas de que nenhum tem dúvidas que só lá o pode encontrar.
SE UMA ÁRVORE CAIR – Filme - AURPIL Lavradio
Anos 50, interior de Portugal. É o auge da campanha do trigo, e a versão portuguesa do arbeit macht frei arrasta milhões de cidadãos para um êxodo. Começaria a Guerra Colonial dentro de menos de uma década e as transformações profundas na Europa tardavam a chegar ao Retângulo.
2018, Alto do Seixalinho. Num qualquer café, três netos desse êxodo decidem encaixar o material num Opel Corsa e seguir pelo país à procura daquilo de que os seus avós fugiram, daquilo que os seus pais lhe contaram, daquilo que faz com que na nossa existência urbana sejamos todos de qualquer outro lado menos daqui.
Se Uma Árvore Cair leva-nos numa viagem por três sítios do interior, a aldeia de Paiágua, perdida nas serras da beira, o Rosmaninhal na planície arraiana e a cidade de Serpa, na margem esquerda do Guadiana. Por estes três locais, gravam o que ouvem, filmam o que veem e falam com quem por lá fica, à procura de uma coisa que ninguém sabe o que é mas de que nenhum tem dúvidas que só lá o pode encontrar.
Cheio e Vazio (O Voo do Peixe)
No próximo sábado, dia 23, tem lugar o segundo momento público no âmbito da Bolsa de Criação Local atribuída pela OUT.RA ao Músico e Artista Sonoro José Bica, em 2017.
Dando seguimento a um trabalho de reflexão sobre o património material e imaterial da cidade do Barreiro, ao qual deu o nome global de "O Voo do Peixe", esta apresentação consiste na exibição de uma curta-metragem documental produzida pelo próprio, de nome "Cheio e Vazio"
Ocorrerá num espaço que habita as memórias de todos os barreirenses, e um local que há muitos, muitos anos ambicionamos acolher uma das nossa propostas: a Antiga Estação Ferroviária do Barreiro, um dos verdadeiros e incontornáveis ex-libris do Património da cidade.
O filme inicia pelas 22h, e a entrada é livre.
Tom Zé: Astronauta Libertado
2009 (90 min)
realizado por Igor Iglesias Gonzalez
A partir de uma Oficina de Experimentação Musical liderada pelo brasileiro Tom Zé nas Astúrias, o realizador Igor Iglesias Gonzalez mergulhou no processo criativo deste músico incomparável – e sem sombra de dúvidas um dos mais relevantes artistas brasileiros das últimas décadas - que transfigurou por completo as suas raízes tropicalistas através de uma experimentação em que liberdade artística e pessoal se confundem permanentemente.
O filme venceu o Prémio do Público para Melhor Documentário na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
But The Word Dog Doesn't Bark: Schlippenbach Trio
2015 (48 min) - realizado por Bernd Schoch
Pode o jazz livre ser transposto para o cinema?
O trio de Alexander von Schlippenbach, Evan Parker e Paul Lovens está activo há mais de 40 anos, e é uma verdadeira instituição fundadora e evolutiva do jazz europeu.
Todos os anos, no Outono, embarca numa tournée europeia para mostrar a públicos ávidos o seu som de divergência, catarse e explosão.
Este filme, cujo título em português seria qualquer coisa como “Mas A Palavra Cão Não Ladra”, não é nem um típico filme-concerto nem um retrato convencional de uma banda: é um filme que encoraja a escuta e a visão e que mostra o que o cinema e a música podem fazer “um com o outro”.
Em vésperas da 13ª edição do OUT.FEST – Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro, este filme homenageia não apenas o incrível concerto que este trio nos proporcionou na edição de 2011 do festival, como antecipa o regresso de um dos seus membros – Evan Parker – a terras barreirenses para mais uma verdadeira lição de técnica, energia e genialidade.
Legendado em inglês
REAK: Trance Music and Possession in West Java
Um filme de Arrington de Dionyso (2016) - 60min
Arrington de Dyoniso é um sobrevivente da facção mais criativa do indie-rock norte americano do final do século, tendo emergido como líder dos Old Time Relijun, banda de absoluto e merecido culto pela forma como tornava a energia e a simplicidade do punk e da no-wave em catarse rítmica de movimento perpétuo, como a vanguarda alemã dos anos setenta.
No decurso da última década, o guitarrista e clarinetista focou a sua atenção de forma quase exclusiva nas músicas do extremo oriente, com particular incidência nas milenares tradições das ilhas indonésias, para onde viaja recorrentemente e se imerge nos rituais tão marcantes e intensos destes territórios.
Este filme documental, em estreia absoluta deste lado do Atlântico, retrata uma cerimónia de “possessão” através da música, ocorrida em Cibodas, na parte Oeste da Ilha de Java, protagonizada por um grupo de adolescentes voluntariamente possuídos pelos espíritos dos elementos. Para os próprios habitantes de Java, esta é uma cerimónia praticamente desconhecida e rodeada de mistérios; para nós, observadores ocidentais, trata-se de uma experiência musical, visual, social e antropológica absolutamente única.
Evento no Facebook.
Uma parceria OUT.RA / Cine Clube do Barreiro
OFF WAYS: EINSTUERZENDE NEUBAUTEN IN EAST BERLIN (2009)
No dia 21 de Dezembro de 1989, os Einstuerzende Neubaten – à altura, uma das grandes bandas de culta da Alemanha Ocidental – atravessaram, pela primeira vez, a fronteira entre Berlim Ocidental e a República Democrática Alemã, para um concerto que ficou na história.
O realizador Uli Schueppel, amigo da banda, acompanhou o grupo durante este dia extraordinário – um dia que se tornou possível através da mediação do célebre dramaturgo Heiner Mueller, que no filme vemos a apresentar o concerto. Entre outras ocorrências bizarras, vemos o então ministro da cultura francês Jack Lang nos bastidores, com a banda, no meio de uma extensa delegação diplomática.
Mais notavelmente, este concerto foi também um evento extraordinário para a audiência, um dia raro de abertura ao ocidente e logo com a presença de uma banda cujo estatuto, no seio do regime comunista de então, adquiria proporções de autêntico mito.
Este documentário aborda esta singular convergência de caminhos entre o Ocidente e a Cortina de Ferro, um momento simbólico a caminho da reunificação alemã que viria a acontecer menos de um ano depois, numa viagem a uma Alemanha e uma Europa tão imensamente diferentes dos dias de hoje.
Um documentário de Uli M Schueppel. 91min.
Legendado em inglês.
Uma parceria OUT.RA / Cine Clube do Barreiro.