{"id":3026,"date":"2021-11-10T13:03:38","date_gmt":"2021-11-10T12:03:38","guid":{"rendered":"https:\/\/beta.outra.pt\/?p=3026"},"modified":"2021-11-10T13:04:54","modified_gmt":"2021-11-10T12:04:54","slug":"entrevista-a-vasco-alves-out-fest-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/beta.outra.pt\/eng\/entrevista-a-vasco-alves-out-fest-2021\/","title":{"rendered":"Interview with Vasco Alves (OUT.FEST 2021)"},"content":{"rendered":"<p>In the week prior to the start of the October moment of OUT.FEST 2021, we had the chance to talk to Vasco Alves - bagpiper for 'Os Belenenses' football club, member of VA AA LR and heroic investigator of acoustical phenomena and the materiality of sound, whose trajectory's been discreet but continuously fascinating, resorting to numerous sound sources and methodologies including synthesis and amplification techniques, tape recorders, signal processing and \u2013 more recently \u2013 bagpipes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3028\" src=\"https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_25_NunoBernardo-530x800.jpg\" alt=\"\" width=\"530\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_25_NunoBernardo-530x800.jpg 530w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_25_NunoBernardo-199x300.jpg 199w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_25_NunoBernardo-768x1160.jpg 768w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_25_NunoBernardo-1017x1536.jpg 1017w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_25_NunoBernardo-8x12.jpg 8w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_25_NunoBernardo.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 530px) 100vw, 530px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Can you tell me a bit about your experience with the bagpipes? How did you start playing them and how did your relationship with the instrument develop over time?<\/strong><\/p>\n<p>I started learning the bagpipes in 2014, at the Lisbon Galician Centre, and during the first years I had a traditional learning experience, but I always wanted to use the instrument in a less conventional, more exploratory way, closer to the themes I\u2019m interested in, and that\u2019s something I was only able to do a few years after I started playing the bagpipes. I think it was about three years ago, maybe in 2018, I started preparing a few pieces which, although they also include some electronic material, work on acoustic phenomena and psychoacoustics above all. I always try to explore some kind of effect within that field.<\/p>\n<p><strong>And what drove you to this instrument specifically? Because in 2014 you were already active in making music, right?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, j\u00e1 tocava h\u00e1 bastante tempo\u2026eu tive duas experi\u00eancias que foram algo surpreendentes, tanto que quando ocorreram eu nem pensava que fosse um dia aprender um instrumento. Uma foi um concerto do Paul Dunmall em Londres - ele est\u00e1 mais associado at\u00e9 ao jazz e ao improv como saxofonista, mas tem uma cole\u00e7\u00e3o pessoal de gaitas de fole de todo o mundo. Eu e um amigo convidamo-lo para um concerto que est\u00e1vamos a organizar quando eu vivia l\u00e1, e ele teve uma actua\u00e7\u00e3o onde tocou com v\u00e1rias gaitas de fole ao longo da performance, e houve ali momentos incr\u00edveis, que eu n\u00e3o esperava, mesmo a n\u00edvel material do som...quando a gaita era amplificada, se fechasses os olhos imaginavas que era um concerto de laptop, de m\u00fasica de computador...bem, havia elementos bastante surpreendentes, e depois quando voltei para Portugal, em 2014, acabei por ver um ou dois concertos em que o instrumento tamb\u00e9m era utilizado, j\u00e1 fora deste contexto, mas na altura decidi ir aprend\u00ea-lo, de uma forma um bocado espont\u00e2nea. E pronto, gostei e continuei e neste momento \u00e9 possivelmente o instrumento com que estou a trabalhar mais, apesar de tamb\u00e9m explorar tem\u00e1ticas parecidas \u00e0s da gaita quando trabalho com electr\u00f3nica.<\/p>\n<p><strong>On that topic, when did you become interested in electroacoustic music? Was there a specific moment when you discovered that kind of music and thought that was what you wanted to explore?<\/strong><\/p>\n<p>I don\u2019t know if I can name a specific moment, I think that it\u2019s probably related to the music I heard during my adolescence, which led me to have some interest in exploring, in following the more exploratory path in music, the less conventional one, so to speak. And in my university years, if I\u2019m not mistaken, I learned how to make some contact microphones and some other small things (I think my first recordings were with that material actually, even if they were done in a very na\u00efve and intuitive way), and well, things evolved from there, I kept being interested in instrument building, in exploring materials\u2026Obviously, the things I\u2019m interested in nowadays aren\u2019t necessarily the ones I was interested in at the time, but it\u2019s been evolving, going through several phases, although I think there\u2019s something that unites them.<\/p>\n<p><strong>So what was the music you heard as a teenager that led you in that direction?<\/strong><\/p>\n<p>Bem... assim numa fase muito inicial da adolesc\u00eancia ouvia imenso Sonic Youth (e toda a cena musical em que se inseriam), possivelmente foi assim uma das primeiras vezes que vi instrumentos a serem utilizados de forma menos convencional. E agora voltando \u00e0 pergunta de h\u00e1 bocado, realmente houve uma altura, quando descobri o trabalho do Christian Marclay, em que vi uma exposi\u00e7\u00e3o dele e depois cheguei a ver alguns concertos e a ouvir algumas grava\u00e7\u00f5es, e penso que isso foi um momento que me marcou de alguma forma, tamb\u00e9m pela utiliza\u00e7\u00e3o do material que ele fazia, e pelo pr\u00f3prio som que era gerado pelas coisas que ele constru\u00eda, os processos que ele explorava e que as pe\u00e7as dele tinham, foram tudo coisas que na altura me influenciaram bastante. Pouco depois descubro o Alvin Lucier, grande mestre. H\u00e1 muitas outras coisas que tamb\u00e9m me t\u00eam vindo a influenciar, como o trabalho do Rafael Toral, o do Sei Miguel... Mas pronto, depois torna-se dif\u00edcil enumerar influ\u00eancias especificas, tem sido muitas as coisas que me t\u00eam influenciado.<\/p>\n<p><strong>A rela\u00e7\u00e3o que eu vejo entre todos esses m\u00fasicos passa um bocado pelo que o Eddie Pr\u00e9vost diz e tenta ensinar, que \u00e9 a ver um instrumento como algo para tocar \u201cfora da caixa\u201d, que \u00e9 preciso ser um bocado explorat\u00f3rio e improvisador com os instrumentos. No teu website vi o r\u00e1dio que tu tocaste, e pareceu-me familiar - estavas no workshop do Eddie Pr\u00e9vost [no OUT.FEST 2015]?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, eu tamb\u00e9m costumava levar esse r\u00e1dio para as workshops que ele organizava em Londres, que eram um encontro semanal de improvisa\u00e7\u00e3o - todas as sextas-feiras \u00e0 noite na cave de uma igreja, em que toda a gente podia aparecer e juntar-se, e durante uns dois anos eu ia l\u00e1 com regularidade, e foi por isso que eu participei tamb\u00e9m no workshop no Barreiro, que voc\u00eas organizaram.<\/p>\n<p><strong>And what did you learn from those workshops? How did they help you develop your work?<\/strong><\/p>\n<p>Acho que essas workshops na altura tiveram bastante impacto em mim, mas eu hoje em dia n\u00e3o me sinto assim t\u00e3o pr\u00f3ximo ou t\u00e3o interessado naquilo que a improvisa\u00e7\u00e3o livre \u00e9, que \u00e9 basicamente naquilo em que o Eddie Pr\u00e9vost se foca. Os workshops na altura foram uma coisa incr\u00edvel, n\u00e3o s\u00f3 a n\u00edvel pessoal como a n\u00edvel social, havia uma din\u00e2mica que para mim era uma novidade e era bastante entusiasmante, a forma como as workshops decorriam e como as pessoas iam tocando... havia pequenas regras, mas havia muita abertura e muita fluidez e nunca ningu\u00e9m dizia o que devias ou n\u00e3o fazer, e isso durante um tempo fascinou-me bastante. Entretanto acho que foi perdendo um pouco...n\u00e3o sei se me tornei menos na\u00efve em rela\u00e7\u00e3o a essa ideia, se me fui simplesmente interessando talvez mais por outros lados, por outras coisas...no entanto, tamb\u00e9m experienciei momentos incr\u00edveis l\u00e1, de m\u00fasicos mesmo muito bons, e acho que a certa altura, na fase final do tempo em que frequentei essas workshops, ia l\u00e1 mais para ver uma ou duas pessoas (o Seymour Wright por exemplo) cujo trabalho me interessava e fascinava, e os 5 ou 10 minutos que os ouvia a tocar valiam as horas que estava por l\u00e1\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3029\" src=\"https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_13_NunoBernardo-600x398.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"398\" srcset=\"https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_13_NunoBernardo-600x398.jpg 600w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_13_NunoBernardo-300x199.jpg 300w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_13_NunoBernardo-768x509.jpg 768w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_13_NunoBernardo-18x12.jpg 18w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_13_NunoBernardo.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dizias-me ent\u00e3o que os teus interesses come\u00e7aram a mudar - consegues dizer qual \u00e9 a parte da m\u00fasica que te interessa mais neste momento?<\/strong><\/p>\n<p>Well, about free improvisation: I think that\u2019s not the core of what I\u2019m interested in nowadays. My work, be it electronic or acoustic, always involved a lot of volatility and so improvisation is still very important to me, but I like to work on themes, be them things that came from working with an instrument (in the wider sense), from the \u201clife\u201d that volatility and instability can generate, but also spatial themes, of the connection between the instrument and the space, and trying to somehow find a way to create work which fits in this context. Improvisation is obviously always present, because I have structures but I don\u2019t define what I do exactly, there\u2019s space for me to react to things in the way that seems the most appropriate in the moment. The bagpipes themselves, being such a rough, primitive instrument in a way, and maybe the instrument\u2019s limitations themselves, I think they\u2019re a good way to explore this kind of ideas, because in a way I feel like that simplicity and rawness then allow others parts to come to the fore, to have some importance, be heard and perceptible, and the bagpipes end up being the trigger for those events, in a sense\u2026 <em>trigger<\/em> para esses eventos....<\/p>\n<p><strong>Isso leva-me a outra pergunta - eu noto na tua m\u00fasica, especialmente o teu trabalho mais recente, que h\u00e1 uma certa dualidade, entre o folclore, coisas bastante primordiais, com um \u00e2ngulo mais tecnol\u00f3gico e mais maquinal. N\u00e3o sei se \u00e9 algo com que concordes\u2026<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 certamente algo intencional. As ferramentas que uso tendem muitas vezes a definir aquilo que eu fa\u00e7o. Apareceu-me a gaita de foles, e tamb\u00e9m outro tipo de coisas que tenho usado, e a perspectiva \u00e9 mais do g\u00e9nero, \u201cCom este instrumento o que posso fazer, o que \u00e9 que o instrumento me d\u00e1, como \u00e9 que o consigo aplicar no que me interessa fazer sonoramente?\u201d No concerto que vou apresentar no OUT.FEST o computador est\u00e1 a gerar simplesmente uma frequ\u00eancia, uma onda dente-de-serra (sawtooth) e tem um som muito parecido ao da gaita de fole, acaba por ser quase um segundo tocador, que depois gera o tal confronto de frequ\u00eancias...\u00e9 um pouco dif\u00edcil de definir, mas como j\u00e1 referi interessa-me a explora\u00e7\u00e3o de instabilidades no processo e nos mecanismos que vou construindo, eu tento fazer tamb\u00e9m um pouco isso na gaita de foles. Mas como disse n\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o consciente, gosto de trabalhar com a crueza, interessa-me alguma secura nas coisas, nos materiais, e pronto, a partir da\u00ed parto para a constru\u00e7\u00e3o musical, para desenvolver o trabalho que fa\u00e7o, mas na realidade para mim s\u00e3o tudo coisas que se encaixam mentalmente no mesmo s\u00edtio: estar a usar a gaita de foles ou o sintetizador ou um circuito constru\u00eddo ou um r\u00e1dio, a finalidade para mim \u00e9 a mesma, n\u00e3o h\u00e1 nenhum conceito por detr\u00e1s disso.<\/p>\n<p><strong>Usas mesmo os instrumentos porque gostas do som...<\/strong><\/p>\n<p>Sim, e porque me interessa a pr\u00f3pria crueza e a brutalidade de coisas como o ru\u00eddo branco, do som da gaita de foles, que tamb\u00e9m \u00e9 algo bastante simples, interesso-me a simplicidade no trabalho electr\u00f3nico, mesmo muito... digamos que a ideia de economia, de fazer muito com pouco \u00e9 algo que me interessa bastante e que eu tento ao m\u00e1ximo procurar nos processos e nas coisas que crio.<\/p>\n<p><strong>Queria perguntar-te sobre o trabalho que vais apresentar no OUT.FEST, o \u201cGaita Contra Computador\u201d, que \u00e9 um t\u00edtulo que traz uma ideia de oposi\u00e7\u00e3o, de combate quase...Tu mencionaste que h\u00e1 um tom do computador que \u00e9 muito parecido com o da gaita de fole, podes falar-nos um pouco mais sobre esse trabalho?<\/strong><\/p>\n<p>O \u201cGaita Contra Computador\u201d \u00e9 o t\u00edtulo de um CD que eu editei no ano passado, e sim, o trabalho assenta na cria\u00e7\u00e3o de algumas pe\u00e7as que s\u00e3o relativamente curtas, algumas das quais influenciaram o nome do disco e envolvem a gaita usada sem amplifica\u00e7\u00e3o num espa\u00e7o, enquanto que o computador est\u00e1 a gerar uma frequ\u00eancia programada por mim que gera tons que se assemelham muito ao tom da gaita, e a ideia \u00e9 que quando as frequ\u00eancias se cruzam no espa\u00e7o criam-se determinados efeitos ac\u00fasticos (batimentos, por exemplo)...A minha inten\u00e7\u00e3o \u00e9 dar a ideia de que h\u00e1 um novo som a certa altura, a uni\u00e3o entre os dois sons na qual a dado ponto deixas de conseguir perceber o que \u00e9 o qu\u00ea... Mas fundamentalmente interessa-me saber como os sons se cruzam no espa\u00e7o, \u00e9 como se tivesse basicamente uma outra pessoa ali a tocar comigo, mas quando exploras frequ\u00eancias muito, muito pr\u00f3ximas e te moves no espa\u00e7o, h\u00e1 pequenos efeitos que se geram, neste caso no espa\u00e7o ac\u00fastico, na sala do concerto.<\/p>\n<p>Depois tamb\u00e9m vou possivelmente apresentar algumas pe\u00e7as ac\u00fasticas, sem a utiliza\u00e7\u00e3o do computador, em que exploro a gaita de fole, os seus limites f\u00edsicos, tento puxar assim a palheta para registos de som que n\u00e3o s\u00e3o propriamente os registos aos quais \u00e9 suposto o instrumento chegar, \u00e0 procura de falhas, e a explorar essas falhas e essa instabilidade. Depois h\u00e1 outra pe\u00e7a que envolve acrescentar um tubo \u00e0 gaita de foles e apontar essa frequ\u00eancia para uns jarros que v\u00e3o estar no ch\u00e3o, e explorar a frequ\u00eancia de resson\u00e2ncia dos jarros - quando aproximas o som da gaita dos jarros h\u00e1 uma nova frequ\u00eancia que surge, e \u00e9 uma pe\u00e7a focada nessa intera\u00e7\u00e3o...e \u00e9 \u00e0 volta destas ideias que vai ser o meu concerto - s\u00e3o pe\u00e7as que se assemelham de alguma forma ao que est\u00e1 no disco mas que est\u00e3o em constante evolu\u00e7\u00e3o, cada vez que as apresento ou ensaio elas v\u00e3o sofrendo ajustes e v\u00e3o mudando ao longo do tempo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3030\" src=\"https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_09_NunoBernardo-600x400.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_09_NunoBernardo-600x400.jpg 600w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_09_NunoBernardo-300x200.jpg 300w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_09_NunoBernardo-768x512.jpg 768w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_09_NunoBernardo-18x12.jpg 18w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_09_NunoBernardo.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 porque o pr\u00f3prio espa\u00e7o influencia a forma como as pe\u00e7as soam - lembro-me por exemplo de termos tido por c\u00e1 o<\/strong> <a href=\"https:\/\/beta.outra.pt\/eng\/en_us\/2020\/12\/entrevista-a-erwan-keravec\/\"><strong>Erwan Keravec<\/strong><\/a><strong>, que estava muito satisfeito com a reverbera\u00e7\u00e3o e amplifica\u00e7\u00e3o natural da igreja na qual tocou...Como tem sido a tua experi\u00eancia a tocar em diferentes espa\u00e7os, tamb\u00e9m sentes que tem um grande impacto na forma como tocas?<\/strong><\/p>\n<p>Claro, tem sempre bastante, n\u00e3o s\u00f3 nas pe\u00e7as ac\u00fasticas mas tamb\u00e9m naquelas em que uso o computador... a resson\u00e2ncia do espa\u00e7o \u00e9 algo que favorece um pouco as pe\u00e7as, digo eu, um espa\u00e7o muito seco possivelmente n\u00e3o funcionaria t\u00e3o bem...possivelmente teria que pensar noutras coisas, mas sim, a ac\u00fastica do espa\u00e7o \u00e9 algo bastante importante, que eu tenho que ter em conta sempre que estou a tocar, e neste caso j\u00e1 fui \u00e0 biblioteca [Municipal do Barreiro] ver e experimentar tocar l\u00e1 e isso acaba por informar um pouco aquilo que vou apresentar\u2026<\/p>\n<p><strong>Estavas a falar h\u00e1 pouco de intensidade, e como isso te interessa muito. Eu queria perguntar-te sobre o \u201cEstrada Longa\u201d - eu estive a ouvi-lo h\u00e1 alguns dias e senti que tivesse algo pr\u00f3ximo do motorik, n\u00e3o tanto na vertente r\u00edtmica do krautrock, mas como uma certa propuls\u00e3o e transe, n\u00e3o de forma intensa mas a transmitir movimento, a desloca\u00e7\u00e3o de bicicleta...Que foi o que inspirou o \u201cEstrada Longa\u201d, a tua viagem de na N2 de bicicleta no meio da pandemia, certo? Podias falar um pouco sobre a tua viagem, e como isso influenciou o disco?<\/strong><\/p>\n<p>Yeah, that was it. I made the trip on my own on a bicycle, and at the time I hadn\u2019t planned to make anything out of it, I simply started riding and seeing tonnes of place names that I liked, and so I decided on the first day to start recording the names of the places I passed through. Almost all of them, although I didn\u2019t do it constantly \u2013 first I\u2019d pass through a few, record it on my phone, then I\u2019d go a little further and record some more, and by the end of the trip I had almost 150 place names recorded, from Tr\u00e1s-os-Montes to the Algarve.<\/p>\n<p>Then I spent some time thinking about how to use that material. Those were phone recordings, and often I was pedalling as I recorded, so even though I thought they were interesting I couldn\u2019t quite get them to fit, and so I concluded that the raw material wouldn\u2019t be as interesting (even though I find that aspect interesting as well). What I ended up doing was to grab a pair of synthesizers I had at home and which I use often and which basically allow you to create a sort of patterns with a lot of instability and volatility due to the way they are connected, there\u2019s a cyclical aspect to it, but non-linear in a fashion, and I thought that the two things could be joined, so I created other patterns, one for each day of my trip, and I re-recorded the names of the places I passed through each day.<\/p>\n<p>E foi assim que surgiu o disco - foi como falaste, h\u00e1 aquele aspecto c\u00edclico dos sintetizadores, e procurei tamb\u00e9m passar alguma monotonia, interessou-me essa ideia dos dias longos, das estradas que nunca mais acabam, mas ao mesmo tempo est\u00e3o em constante muta\u00e7\u00e3o...mas pronto, foi uma pe\u00e7a que surgiu e que teve aquele resultado final, o tal disco. N\u00e3o sei bem se faz sentido dar-lhe seguimento ou n\u00e3o, mas esse trabalho ficou conclu\u00eddo ali, naquela pe\u00e7a, que \u00e0s vezes penso que podia ter sido bastante mais longa: em vez de ter 50 minutos devia ter 4 horas, mas ficou assim\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3031\" src=\"https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_20_NunoBernardo-600x400.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_20_NunoBernardo-600x400.jpg 600w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_20_NunoBernardo-300x200.jpg 300w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_20_NunoBernardo-768x512.jpg 768w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_20_NunoBernardo-18x12.jpg 18w, https:\/\/beta.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Outfest_20211007_20_NunoBernardo.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>The last question might be a bit of a silly one, but: how did you become the piper for Belenenses [a football club based in Bel\u00e9m, Lisbon]?<\/strong><\/p>\n<p>(risos) A minha liga\u00e7\u00e3o ao Belenenses \u00e9 familiar, o meu av\u00f4 e bisav\u00f4 eram ali de Bel\u00e9m, sou s\u00f3cio desde que nasci, etc...O clube desceu para a \u00faltima divis\u00e3o recentemente, por causa dos conflitos com a B-SAD, e no primeiro jogo da sexta divis\u00e3o eu decidi levar a gaita. J\u00e1 tinha falado com alguns amigos que estavam ligados \u00e0 claque, e comecei a tocar o hino do clube, come\u00e7ou toda a gente a cantar no est\u00e1dio, e ao fim do dia j\u00e1 estavam v\u00eddeos no YouTube a ligar aquele momento a uma antiga tradi\u00e7\u00e3o dos anos vinte, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=81gL2TobA7Y\">os quinze minutos \u00e0 Belenenses<\/a> - supostamente o clube naquela \u00e9poca fez uma s\u00e9rie de remontadas em jogos muito importantes, onde viravam os jogos nos \u00faltimos 15 minutos, incluindo um espec\u00edfico contra o Benfica que ficou muito c\u00e9lebre. E assim durante muitos anos os s\u00f3cios faziam imenso barulho nos \u00faltimos quinze minutos, j\u00e1 ouvi dizer que com apitos e panelas, e algu\u00e9m fez essa colagem \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o, por isso agora nos jogos, nos \u00faltimos 15 minutos, toco o hino e mais algumas m\u00fasicas da claque (a F\u00faria Azul) na gaita de fole, e tornou-se num acontecimento nos jogos. Agora sinto assim aquela responsabilidade \u00e0 qual n\u00e3o posso falhar, e todos os domingos estou l\u00e1 com a gaita de fole, j\u00e1 somos dois gaiteiros na verdade...e pronto, a liga\u00e7\u00e3o da gaita ao Belenenses \u00e9 essa.<\/p>\n<p><strong>That\u2019s really cool. You weren\u2019t aware of that tradition yourself, were you?<\/strong><\/p>\n<p>Sabia, o meu av\u00f4 contou-me em crian\u00e7a, mas a tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o era com a gaita, sabes, antigamente diz que se fazia muito barulho na bancada ou que se tocava um apito tr\u00eas vezes, mas entretanto aquilo morreu completamente, h\u00e1 livros dos anos 60 de gente ligada ao clube que dizia que os jogadores j\u00e1 n\u00e3o sabiam o que eram os 15 minutos \u00e0 Belenenses...isto nos anos 60, e eu nos anos 90 ainda ouvi alguns apitos, mas era uma coisa praticamente esquecida, e agora voltou a ter algum significado, \u00e9 engra\u00e7ado.<\/p>\n<div class=\"su-youtube su-u-responsive-media-yes\"><iframe width=\"600\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/81gL2TobA7Y?\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; encrypted-media; picture-in-picture\" title=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p><em>Interview by Tiago Franco and Diogo Carneiro. Pictures by Pedro Roque (the first one) and Nuno Bernardo (the remaining).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>In the week prior to the start of the October moment of OUT.FEST 2021, we had the chance to talk to Vasco Alves - bagpiper for 'Os Belenenses' football club, member of VA AA LR and heroic investigator of acoustical phenomena and the materiality of sound.<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":3027,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_EventAllDay":false,"_EventTimezone":"","_EventStartDate":"","_EventEndDate":"","_EventStartDateUTC":"","_EventEndDateUTC":"","_EventShowMap":false,"_EventShowMapLink":false,"_EventURL":"","_EventCost":"","_EventCostDescription":"","_EventCurrencySymbol":"","_EventCurrencyCode":"","_EventCurrencyPosition":"","_EventDateTimeSeparator":"","_EventTimeRangeSeparator":"","_EventOrganizerID":[],"_EventVenueID":0,"_OrganizerEmail":"","_OrganizerPhone":"","_OrganizerWebsite":"","_VenueAddress":"","_VenueCity":"","_VenueCountry":"","_VenueProvince":"","_VenueZip":"","_VenuePhone":"","_VenueURL":"","_VenueStateProvince":"","_VenueLat":"","_VenueLng":""},"categories":[138,360,10],"tags":[580,24,579],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.4 - 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